Tuesday, December 13, 2005

onde esta o espaço para o titulo?! eu sempre escrevo um titulo, nao ter um espaço para o titulo me deixa um pouco desnorteada, como faço sem um titulo?!?!
enquanto a pergunta fica sem resposta e o meu texto sem um titulo, sigo escrevendo e pensando que na verdade nem sei se para isso q escrevo é mesmo necessario um titulo, mas só fato de eu não poder colocá-lo ja me faz ter muitas ganas de querer um!!!
enfim, nao era nada disso...
ia começar escrevendo sobre uma dor que se dissolve e dizer que é realmente engraçado perceber que são justamente desses momentos que nasceram os meus 2 blogs; lembro da dor que carregava quando escrevi o primeiro post em alto mar, me sentia impotente, isolada, desolada, nao muito diferente de como tenho me sentido ultimamente; mas nao mais, decidi que se nao perdi um pedaço meu nessa, entao não pode ter sido assim tao grave, uma historia sem final, mal-resolvida não pode me abater por tanto tempo, no maximo me rendará algumas sessoes de analise mais sofridas no futuro, isso é, quando eu começar a fazer analise, claro!
engraçado como saimos de cada situaçao que parece que vai acabar com a nossa raça, nos escalpelar, esquartejar, despedaçar os sentimentos, as ideias e o coração. juntar os cacos e botar a cara na janela de novo, sem muito tempo para reminiscencias frustradas, nao sei se deu certo comigo, confesso que dessa vez eu ando precisando de mais tempo para me recompor... é chocante ser abandonada sem nenhuma explicação, e essa ate entao, era inédita na minha vida; penso no quanto ja nao se escreveu movido a dor, que transformada em combustivel queima nas veias e arde nos olhos e desse sofrimento intenso saem tao belas canções, tão belos poemas e tão belos textos; esse padecimento e amargura que apertam o peito ate acharmos que nao mais poderemos suportar, e entao, passa; aos poucos, devagarzinho, comendo pelas beiradas, vem a esperança e alegria da vida, da cidade, dos amigos, dos amantes fugazes e transformam tudo em historia... se voce tiver sorte, terá guardado alguns dos escritos em guardanapo de bar para reler e reviver sem sofrer, um momento dolorido, e se tudo se encaminha para o melhor, é ainda possivel lembrar sem magoas e é por isso que essa minha tristeza tem se recusado a ir embora, pois meu coração ainda esta cheio de magoa, à espera de um adeus, de um final, de uma memoria com a qual eu possa conviver; mesmo sabendo que isso não vai acontecer, me rendo a algumas elucbrações sobre como poderia ser e fico a imaginar quando tudo isso vai parar de doer; sinto se dissolver lentamente em meu peito um nó de fel, que ainda resiste e nao me deixa escrever de mais nada que nao seja isso; as vezes, para de doer na ponta, e por um tempo o efeito parece real, ja nao penso mais e me distancio, mas na verdade me amoerteço anuviando a mente com um paliativo de duração limitada e assim, volta a dor depois de passada a onda. quantas pontas já nao foram queimadas como esse mesmo intuito?!
o no que se desfaz deixará certamente uma cicatriz sensivel ainda por um certo tempo...hoje porém, ao ver um por do sol escondido por tras de nuvens cinzentas, grandes e carregadas, eu pude ver no horizonte um rasgo de ceu que cortava o cinza e trazia as cores avermelhadas do poente para perto de um azul placido e infinito, onde as gaivotas se divertiam dançado pelos ares; é lá, no horizonte azul e vermelho, que esta me esperando a vida apos a decepção despedaçada e é pra lá que eu estou indo, devagar, mas eu chego...


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